Thursday, Junho 17 2010
Robert Booth, um cineasta independente que produziu um filme sobre o setor do caju no ano passado para Centro para o Comércio, está de volta com um novo filme de curta-metragem sobre o setor do carité...

Eu havia lido sobre a longa história do carité e seus muitos usos tradicionais na África Ocidental. O seu significado cultural e econômico, especialmente para as mulheres, é inegável. Mas a indústria moderna do carité mal tem 100 anos de idade, se tanto. Eu estava determinado a descobrir como que esta indústria havia afetado a história tradicional do carité.
Desde o The Body Shop até a rede de supermercados Walgreens, a maioria dos estadunidenses está familiarizada a ver a manteiga de carité listada entre os ingredientes de tantos produtos cosméticos que estão nas prateleiras. Talvez a primeira indicação de como a indústria moderna afetou o carité são estas notícias surpreendentes: a maior parte das castanhas de carité não é usada para fazer cosméticos naturais, por mais maravilhosos que sejam, ela é usada para fazer gordura vegetal que acaba em produtos alimentícios, geralmente em chocolate. Julgando somente a partir da representação no mercado, eu fiquei chocado com o fato da maior parte das castanhas de carité terminar no setor de alimentos.

Peter referia-se a si mesmo como uma “castanha de carité certificada”. Ele não só entende como as castanhas de carité e a manteiga de carité estão posicionadas, tanto nos mercados regionais quanto nos internacionais, mas a sua formação de bioquímico também significa que ele entende sobre a química do produto e a biologia das árvores.
O objetivo do filme foi transmitir o potencial que o carité tem de tirar milhões de africanos da pobreza ao simplesmente torná-lo um grande produto. Em todos os lugares que eu ia, eu encontrava mais uma pessoa que estava absolutamente convencida sobre a eficácia do carité, seja como gordura vegetal consumível ou como ingrediente de cosméticos. Da mesma forma, eu fui apresentado a muitas mulheres que estão no início da cadeia de fornecimento. Elas me passaram as suas histórias em primeira mão, contado como este setor afetou positivamente as suas vidas.

Pareceu-me que havia concordância de todos os lados: uma aliança daria maior força e representatividade aos produtores africanos envolvidos com o setor, enquanto que simultaneamente forneceria maiores garantias de qualidade que são exigidas pelos principais compradores e fabricantes. Eu me senti honrado por poder documentar um momento que pode vir a ter um impacto positivo tão profundo sobre tantas vidas.
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